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  TURISMO DE QUALIDADE AVANÇA  

Tantas vezes adiada, as obras do Club Méd, no Peró, em Cabo Frio, já tem, finalmente uma data para começar.

As praias de Cabo Frio e Búzios serão a nova Saint Tropez do Brasil.

Isso é o que pensa o presidente do Club Méd, Henri Giscard d'Estaing, ao anunciar que as obras do Club Méd Peró, na bela praia da região dos Lagos, vão se iniciar no mês que vem e com previsão de serem concluídas em 2 anos. Tudo indica que no começo do verão de 2010, tudo estará em pleno funcionamento.

O investimento inicial é da ordem de R$ 95 milhões.

Segundo ainda afirmou d'Estaing, a região é muito conhecida na França, desde que a atriz Brigitte Bardot descobriu Búzios , acreditando que as praias e o charme da região vão atrair muitos turistas, não só do Brasil, como de outros países da própria América do Sul e da Europa.

O presidente do Club Méd , estabelecendo comparações, lembrou que a badaladísima Saint Tropez, a cidade francesa que não passava de uma antiga vila de pescadores e se transformou, a partir da década de 60, em um dos destinos turísticos mais movimentados da França.

O local onde ficará o Méd Peró vai associar a beleza natural das praias, da vegetação típica, e das dunas, aliado ao charme do local.

Cercado por dunas, trilhas ecológicas, rodeada de áreas verdes, compostas por pitangueiras e palmeiras, a nova unidade do Club Méd, vai ter a classificação 4 Tridentes da rede.

O village será construído numa área de proteção ambiental, (APA) e todas as licenças já foram concedidas, depois de longo processo, pela Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA).

Em todo o mundo, o Club Méd tem uma grande preocupação com a natureza, preservando as características de cada região e valorizando o artesanato local.

Todos os resorts da rede obedecem as mais rigorosas normas no quesito meio ambiente, previstas em lei.

O complexo ocupará uma área de 4,5 milhões de metros quadrados. Além do complexo hoteleiro com 373 apartamentos, compostos por suítes e bangalôs, que terão três classificações: clube, familiar e máster. Eles serão construídos sobre palafitas, três metros acima do piso natural, exatamente para gerar o mínimo de impacto possível ao meio ambiente.

Os apartamentos terão vistas para uma praia de quatro quilômetros de extensão ou para um enorme jardim.

A gastronomia não ficará esquecida, oferecendo três áreas distintas.

O Village terá ainda espaço para fitness, áreas esportivas, saunas seca e vapor e um também um centro de convenções.

A área é composta por 40 hectares.

O Club Méd em Cabo Frio será mais um da rede no Brasil. Será um resort completo, mais moderno que os demais, com toda a estrutura de lazer e entretenimento que já existem nos demais complexos em terras nacionais, e, certamente, será o mais bonito.

O governador Sérgio Cabral tem elogiado muito o projeto da Reserva Peró, dizendo que a Região dos Lagos vive uma revolução silenciosa, graças ao planos que privatizaram o serviço de água e esgoto e o Aeroporto Internacional de Cabo Frio.

- Infelizmente, o poder público não tem a agilidade do setor privado. O aeroporto de Cabo Frio cresce a cada dia e é um bom exemplo para o Brasil. Ocorre o contrário com o Aeroporto Tom Jobim, no Rio, que é péssimo e precisa ser privatizado. - disse o governador.

Cabral afirmou, ainda, que o governo do Estado vai reformar a estrada que liga Búzios a Cabo Frio.

Por sua vez, o ministro Carlos Minc já aprovou e está entusiasmado com a criação de um Jardim Botânico no local que estava anteriormente destinado para a construção de um Horto Florestal.

A região dos Lagos é um dos maiores centro de diversidade de plantas do planeta, e o Jardim Botânico terá a função de reproduzir as espécies. - afirma Minc.

Por sua vez, o empresário Ricardo Amaral, responsável pelo Projeto Peró está muito otimista:

- A Reserva Peró, com seus hotéis e outros equipamentos será o mais importante destino turístico do Brasil, podem ter certeza. - revela Ricardo.

Uma ótima notícia está, ainda, reservada para a população da região: o projeto vai privilegiar os moradores locais e só pretende absorver a mão de obra regional.

   CRISE FINANCEIRA  

Uma crise financeira é normalmente desencadeada quando há, em determinada nação, um maior número de agentes pessimistas em relação aos demais. Suas principais conseqüências são a desvalorização de ativos financeiros e iliquidez de diversas instituições, ou seja, a confirmação e o agravamento dos motivos que geraram o pessimismo inicial.

Então, uma crise financeira não contida a tempo, ao gerar danos às empresas de economia real, tende a aumentar o desemprego que induz a uma redução na demanda agregada. A partir daí, temos um espiral de redução na atividade econômica e do nível de emprego.

Uma importante função da autoridade monetária é impedir a sobrevalorização dos ativos financeiros, isto é, não permitir que o mundo financeiro se separe do mundo real.

Isso pode ser conseguido através de políticas monetárias restritivas. Porém, a história nos mostra que os governantes nem sempre estão interessados nesse tipo de política, por lhes tirar a popularidade.

Nos últimos anos pudemos constatar o desencadeamento de crises em muitas economias subdesenvolvidas, como as do México, Brasil, Argentina, além de diversos países do sudeste asiático.

Em todos os casos, houve socorro financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI), mediante aceite de um ajuste estrutural.

A única nação desenvolvida atingida por uma crise foi o Japão, embora não se trate de aspecto financeiro e sim de demanda agregada.

A crise econômica já esta afetando o mercado brasileiro Entre dez segmentos pesquisados pelo IBGE, sete diminuíram o ritmo do crescimento ou tiveram queda no volume de vendas no varejo em julho e agosto.

Dados fornecidos pelo Banco Central do Brasil, mostram que nesses 2 meses, o custo médio do crédito pessoal passou de 53,59% ao ano para 54,49 ao ano, enquanto o cheque especial deu num salto de 162,65 para 166,39 ao ano.

Com o agravamento da crise, principalmente na parte do crédito e dos produtos importados - que vão tornar-se mais caros em função da taxa cambial - acredita-se que o quadro ainda pode piorar.

Não há dúvida de que os agentes econômicos, em termos de precaução, já começaram a mexer nas taxas de juros, e se tornaram mais seletivos na concessão de crédito.

Pesquisa feita pelo IBOPE revela que os brasileiros com renda entre 1 e 3 salários mínimos já se preparam para enfrentar a crise financeira internacional. Cerca de 26% dos entrevistados planejam cancelar viagens, passeios e lazer. Já 15% dos ouvidos economizarão gastos com celulares e recargas. Outros 12% devem cortar gatos com cartões de crédito, 9,5% pretendem reduzir compras no cartão de lojas.

Hoje, a média do endividamento nacional é de 67%.

O QUE FAZER PARA ENFRENTAR A CRISE

O aumento das taxas de juros é uma das conseqüências da crise mundial que veio para ficar, embora ainda não se saiba por quanto tempo.

Apesar da crise ter recuado um pouco com os pacotes de ajuda anunciados pelos governos dos países europeus e dos Estados Unidos, o consumidor do Brasil continua a sentir o efeito da crise.

O brasileiro que depende do crédito, aquele que vai comprar a casa, o apartamento, a geladeira, a bicicleta, efetivamente já está com dificuldades de acesso ao crédito. Os bancos passaram a ser mais rigorosos na liberação dos financiamentos.

Percebe-se o aumento no custo do crédito e na diminuição dos prazos.

O conselho dos economistas é para que o consumidor seja cauteloso. Se puder, adie ao máximo a compra a prazo, pois os juros subiram. Quem comprar agora, durante o período de financiamento, vai pagar a taxa de hoje e se, daqui a dois meses a taxa cair, esse consumidor não será beneficiado. Entretanto, quem realmente precisar recorrer a um financiamento, deve pesquisar muito, porque a variação de juros é muito grande. Por isso, as cooperativas de credito se tornaram ainda mais vantajosas para quem precisa fazer um empréstimo.

Quem tem ações de empresas negociadas em bolsas de valores, deve apertar o cinto e agüentar as oscilações. Vender agora levaria a enormes prejuízos. O momento de sair já ficou para trás. A longo prazo, as cotações das ações de empresas com bons fundamentos devem se recuperar.

 

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