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E A ECONOMIA?

O cientista político da Universidade Federal da Bahia Wilson Gomes acredita que somente agora, com a confirmação do governo de Michel Temer, será possível identificar uma política econômica mais concreta, já que as ações até agora foram paliativas e temporárias.
"Agora a gente vai entender o que vai ser o governo Temer. Quem vai mandar vai ser (o ministro da Fazenda) Henrique Meirelles ou não? Isso também vai determinar o que será daqui para frente."
Acredita-se que o impacto das medidas econômicas para a população será diretamente proporcional à melhoria na popularidade do novo presidente.
O pano de fundo da popularidade do Temer é o que afeta o dia a dia das pessoas, a melhora no poder de compra e no emprego. Isso daria um alivio ao governo. Mas se isso não melhorar e se mantiverem pressões em políticas de ajuste, maior instabilidade política, mesmo setores que apoiam o governo Temer podem se voltar contra ele.
Alguns setores e lideranças que apoiaram o presidente até agora podem abandoná-lo se as políticas econômicas não tiverem o impacto esperado.
Se ele não fizer o que prometeu à oposição liberal, ele vai ser abandonado. Por outro lado, se ele seguir essa agenda, pode perder outra parte da população, porque arrocho nunca é bom. Vai depender de como a economia reagir.
O diálogo e o poder de articulação serão essenciais daqui para frente para a governabilidade de Temer.
Não existe fórmula pronta, mas é preciso estabelecer um diálogo com a classe política, com a sociedade e com os meios de comunicação. Essas redes são fundamentais para qualquer governo.

» Finalmente, a queda do PT à frente dos destinos do Brasil chegou ao fim, desgastado por muitos escândalos de corrupção. Começa uma nova era, que não aponta necessariamente para um desvio de conduta, até porque o PMDB esteve sempre ao lado do Partido dos Trabalhadores durante os últimos quase catorze anos.
Salvo novas mudanças, já que o clamor popular grita por novas eleições, nos próximos 28 meses, o novo presidente da república terá de reconstruir o país, recuperar a economia e o emprego e angariar apoio parlamentar para aprovar medidas imprescindíveis e anti-populares reformas estruturais.
No meio do PIB despencando, começa a era Temer e de mais um governo do PMDB oriundo de situações dramáticas na vida brasileira. Na primeira vez, com a morte de Tancredo Neves, na segunda com o impeachment de Fernando Collor e a posse de Itamar Franco e agora, numa grave crise política e econômica, Michel Temer assume a titularidade substituindo a petista Dilma Roussef, cassada mais pelo conjunto da obra do que pelas suas pedaladas fiscais.
Contudo, se é verdade que os pecados constitucionais de Dilma foram também cometidos por Lula e Fernando Henrique sem que estes tenham sofrido o impeachment, também é fato que a presunção de inocência da presidente agora afastada não pode ser levada a sério. Não há inocentes nesse covil de lobos. A era petista chega ao fim em razão dos erros que esse próprio partido cometeu, seja quando se aliou aos donos do poder, estabelecendo com eles um pacto e abandonando de vez sua trajetória original, ou quando se locupletou do dinheiro público para financiar campanhas eleitorais milionárias que objetivavam perpetuar a legenda no governo. Nesse sentido, foi o PT que se auto golpeou.
Agora, uma nova era tem início. Sob a condução do antigo vice, outrora meramente decorativo, é apresentado como tarefa prioritária do novo governo o equilíbrio financeiro do país, que teria sido perdido pela política estatizante e inconseqüente dos petistas. Retórica para justificar a (falsa) necessidade de medidas liberalizantes.
Embora desfrute de um amplo apoio no Congresso e seja conhecido como articulador eficiente nos bastidores, o presidente Michel Temer precisará garantir que a economia melhore e conquistar maior hegemonia entre as lideranças políticas para alavancar a popularidade e aprovação do governo, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.
Dados de uma pesquisa do Instituto Ipsos divulgada no final do último mês de agosto, indicam que o índice de reprovação de Temer é de 68% - similar ao de Dilma Rousseff em dezembro de 2015, já nas discussões do impeachment. E essa rejeição piora quando o assunto é economia. De acordo ainda com o Ipsos, de julho a agosto, a porcentagem de pessoas entrevistadas que desaprovam a atuação de Temer no combate à inflação passou de 56% para 61%.
Especialistas apontam que a estabilidade econômica - num momento em que o PIB tem seu sexto trimestre consecutivo de retração - é chave para o aumento da aprovação do novo presidente, mas ponderam que o desafio será conquistá-la ao mesmo tempo em que adota medidas impopulares como ajuste fiscal, redução de gastos do governo, reformas trabalhista e da Previdência.
Outro desafio para a popularidade do presidente será conquistar as lideranças políticas no Congresso e manter a ampla base de apoio, tendo justamente que convencer os parlamentares a votar temas de gosto "amargo" para a população.

 









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