“A ERA VARGAS – 1930 a 1945”

 

POLÍTICA:

 

  • 1930 – 1934: Governo Provisório

     

    1. O golpe: os tenentes e a Aliança Liberal;

    2. 1932: a revolta Constitucionalista de São Paulo;

    3. 1934/35: os partidos – A.N.L (Aliança Nacional Libertadora) e a A.I.B (Ação Integralista Brasileira);

    4. 1935: A Intentona Comunista.

 

  • 1934 – 1937: Governo Constitucional

  1. O estado de Sítio

  • 1937 – 1945: O Estado Novo

  • 1930 – 1934: Governo Provisório

 

  1. O golpe: os tenentes e a Aliança Liberal

 

O último presidente oligarca, Washington Luis – 1926-1930, pensou que a eleição sucessória estava ganha pois o viciado sistema eleitoral vigente ainda estava sob influência dos coronéis e de seu poder local que intimidava eleitores ora pela força ora por agrados (curral eleitoral, voto de cabresto, bico de pena...).

Seu candidato Júlio Prestes havia ganho as eleições porém as oligarquias dissidentes, ou seja, a que estavam fora do sistema político nacional, lançaram o candidato gaúcho Getúlio Vargas e formaram a Aliança Nacional que contava com o apoio, principalmente das oligarquias de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba.

Políticos da Aliança Liberal juntamente com jovens oficiais revolucionários, os tenentes, iniciaram uma conspiração afim de anular as eleições pois afirmavam que estas teriam sido fraudulentas e manipuladas pelo sistema eleitoral vigente.

Militares e políticos oposicionistas marcharam para o Rio de Janeiro afim de tirar o presidente Washington Luís da presidência e anular a posse do candidato eleito, da situação, o paulista, Júlio Prestes. Feito isto o governo foi, inicialmente, composto por uma junta militar e posteriormente, no dia 03 de novembro de 1930, foi entregue ao líder do movimento, Getúlio Vargas.

O enfraquecimento da oligarquia paulista, o surgimento de um movimento político-militar, a incipiente classe média querendo o seu espaço e a ascensão de Getúlio Vargas ao poder ficou conhecida como a Revolução de 1930.

O autor Thomas E. Skidmore disserta sobre a coalizão “revolucionária” e as novas forças políticas da Revolução de 1930:

[...] Em segundo lugar, havia os nacionalistas semi-autoritários, cujas preocupações principais eram a “regeneração nacional” e a modernização. Seus adeptos estavam querendo experimentar formas políticas não democráticas, de molde a obter as modificações sociais e econômicas sobre as quais falavam de modo vago porém apaixonado. Os principais propositores dessa posição em 1930, eram os tenentes, .... Eles esperavam uma mudança fundamental, ainda que imprecisamente articulada, na administração pública, na assistência social e no nível da consciência nacional.[...]

 

  1. 1932: a revolta Constitucionalista de São Paulo

 

Com Getulio Vargas no poder aguardava – se uma nova eleição e a confecção da nova Constituição, principalmente para oligarquias paulistas pois ainda dominavam o vicioso sistema político.

Getúlio retardava as novas eleições e São Paulo queria retomar o poder em favor de suas oligarquias sendo estas beneficiadas pela política, que prevaleceu de 1889 até 1930.

Então em 1932 o Estado de São Paulo levanta – se em uma revolta armada que ficou conhecida de A Revolução Constitucionalista. Sem o apoio, esperado, de outros estados, os paulistas ficaram isolados do resto do Brasil.

Tal isolamento foi visto como um movimento interno paulista que visava o retorno da política da República Velha.

Derrotados, os paulistas, demonstraram ao governo que detinham, ainda, um forte poder político-econômico e que deveriam ser atendidos em certas reivindicações políticas. Getúlio Vargas mesmo vitorioso sentiu a força do estado de São Paulo assegurando algumas mudanças reivindicadas por eles, como: uma nova constituição, que seria marcado uma nova eleição. Procurou , também, não se indispor com a oligarquia cafeicultora paulista.

 

[...] A constituição de 1934 era um produto híbrido.[...] havia agora garantias de eleições livres, asseguradas pelo Colégio Eleitoral de 1932 e pelo novo Tribunal Eleitoral, entidade federal com poderes para fiscalizar as eleições e efetuar a apuração dos votos e reconhecimento dos eleitos

 

 

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